A MATEMÁTICA QUE LANÇOU BASE DO QUE HOJE HÁ DE MAIS AVANÇADO EM ENGENHARIA

Gosto da gota d’água que se equilibra
Na folha rasa, tremendo no vento.¨
Cecília Meireles

Nascimento, J.B  –  UFPA/ICEN/Matemática
http://lattes.cnpq.br/5423496151598527
E-mail:  jbn@ufpa.br, Out/2011

Numa vista rápida, enxerga-se nas pirâmides egípcias e em alguns prédios atuais como obras esplêndidas da engenharia de cada época. E o diferencial é abismal: enquanto as pirâmides são dentro de uma concepção de extrema rigidez, entendendo que vibração é perigosa, alguns atuais são feitos exatamente para não cair por balançar durante terremotos.

Inúmeras pessoas contribuíram nisso, muitos anonimamente e de diversas áreas. E todo que deu foi por fazer dos estudos algo de seriedade e determinação, portanto, superando diversos obstáculos. Nesse caso, o que geralmente é raro, há uma contribuição inédita, fundamental e que surpreende muita gente por ser de uma mulher. Posto que, essas historicamente sofrem de discriminações e mais ainda na área dessa, matemática, o que ainda hoje é uma trágica realidade brasileira.

MARIE-SOPHIE GERMAIN, francesa, nasceu em 1776, época em que escola para meninas era apenas o suficiente para escrever e ler cartas de amor. Na sua adolescência, em função de grandes agitações sociais, especialmente na sua cidade, Paris, os seus pais colocaram-na para passar o dia na biblioteca, portanto, proibida de sair na rua, quando teria lido e se encantado com a vida e obra do matemático Arquimedes de Siracusa (287a.C. – 212 a.C), reconhecidamente um dos maiores matemático e engenheiro de todos dos tempos. Arquimedes foi morto por soldado invasor enquanto transcrevia na areia da praia algum resultado, quando havia determinação superior de protegê-lo. Ou seja, mesmo prisioneiro seria valioso aos inimigos.

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por Paulo Henrique Gadelha /Abril 2011
foto Acervo do Pesquisador

Alunos participam e encenam espetáculos propostos  pela nova metodologia

Alunos participam e encenam espetáculos propostos pela nova metodologia

Historicamente, a Matemática foi concebida como uma ciência hermética e desinteressante. É comum escutarmos relatos de experiências traumáticas quando o assunto em questão é o aprendizado da disciplina. Seria possível, então, estudar os conteúdos matemáticos de uma forma alternativa e atraente, tornando-os inteligíveis para os alunos e eficiente para o professor?

Para essa indagação, o professor João Batista do Nascimento, da Faculdade de Matemática do Instituto de Ciências Exatas e Naturais (ICEN) da Universidade Federal do Pará (UFPA), não titubeia em afirmar que sim. A resposta tem respaldo na metodologia criada pelo próprio docente: o uso do teatro na aula de Matemática.

De acordo com o professor, a didática consiste em trabalhar os conceitos dessa área de conhecimento de uma maneira em que os alunos possam assimilar os conteúdos de forma lúdica e prazerosa. “Com o auxílio do teatro, a criança vai perder o medo da Matemática e passar a ter uma nova visão sobre a disciplina, pois a linguagem teatral tem o poder de despertar os nossos sentimentos e emoções. Dessa forma, após vivenciar no palco o que sempre foi considerado enfadonho, o aluno vai ter mais sensibilidade para aplicar a Matemática no seu cotidiano”, afirma o professor João Nascimento.

Com o primeiro resultado prático de sua metodologia, o professor criou, em 2003, o Projeto de Extensão “Atividades de Matemática para 3ª e 4ª séries”, o qual vigorou durante aquele ano na UFPA e contou com a ajuda de quatro alunos que cursavam Licenciatura em Matemática na Universidade, na época. A iniciativa recebeu, ainda, apoio do Clube de Ciências do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e  Científica (NPADC), atualmente Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI), e da Faculdade de Matemática.

As atividades da iniciativa aconteciam aos sábados no Clube de Ciências. Nesses encontros, crianças do bairro Guamá entravam em contato com a Matemática não só por meio de peças de teatro, mas também por utilização de jogos e outras brincadeiras. Essas dinâmicas, segundo João Nascimento, são eficientes, pois contribuíam para uma melhor fixação dos conteúdos.

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A FORMA AVALIATIVA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA NA REDE PUBLICA DE ENSINO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM

Autores:

Adriano Santos de França

Flávio Aurélio Siqueira Bastos Filho

Leidiani de Jesus Ribeiro Batista

Introdução

O trabalho teve o objetivo de verificar que tipo de avaliação os professores da rede pública de ensino da região metropolitana de Belém estão utilizando com seus alunos, e como esses professores tratam os erros dos alunos em tarefas avaliativas, verificando em qual nível de ensino os docentes atuam, se tiveram ou não em sua formação acadêmica algum tipo de disciplina sobre avaliação, bem como qual a sua visão acerca da função didática da avaliação. Deste modo, procuramos descobrir, na visão dos educadores, o que causa as dificuldades no processo de aprendizagem dos alunos nas aulas de matemática.

Metodologia

Através de visitas a algumas escolas de ensino fundamental e médio da rede pública de ensino da região metropolitana de Belém, foi aplicado um questionário com 10 perguntas, onde foram entrevistados 24 professores de matemática. Tal questionário apresentava as seguintes perguntas:

•         Em que instituição fez a licenciatura?

•         Em que nível de ensino leciona?

•         Em que tipo de instituição você trabalha, pública ou particular?

•         Estudou em sua graduação alguma disciplina sobre avaliação?

•         Qual a função da avaliação do professor na sua ótica docente?

•         Como usa as tarefas avaliativas para regular a sua prática em sala de aula?

•         Quais os instrumentos de avaliação costuma usar?

•         Você trabalha com o erro dos alunos nas tarefas avaliativas?

•         Qual o tipo de avaliação que pratica?

•         O que causa as dificuldades no processo de aprendizagem dos alunos nas aulas de matemática?

Resultados e Discussão


Conclusões

Verificamos que, em geral, o tipo de avaliação que os professores da rede pública de ensino da região metropolitana de Belém estão utilizando com seus alunos é a avaliação formativa. Dessa forma, ficamos satisfeitos em perceber que os professores em sua a maioria vêem a avaliação como algo importante e a utilizam como uma ferramenta para a melhoria no desempenho dos seus alunos. Parte dessa discussão justifica-se pelo surgimento de disciplinas voltadas às práticas de avaliação que os graduandos de matemática possuem em seu desenho curricular durante a licenciatura.

Trabalho publicado no VI FORPEEXP

Olá, é com grande satisfação que gostaríamos de anunciar mais uma versão do Seminário de Cognição e Educação Matemática ano 2011  que será realizado nos dias 3,4,5,e 6 de outubro nos turnos da manha, tarde e noite. Leia mais [+]

Olá, é com prazer que anunciamos grandes atualizações no blog “Cognição e Educação Matemática”. Reformulamos nossas seções de videos, downloads e produções literárias.

Em videos, dividimos a página em quatro subseções para você melhor encontrar o que deseja, com facilidade e precisão.

Em downloads, foi adicionado o software educacional Calques 3D, além de mais utilitários para maior conforto e abrangência de uso. Todos divididos em subseções.

Em produções literárias, o prof. msc. Rubens Vilhena, coordenador do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade do Estado do Pará, gentilmente forneceu diversos livros utilizados como material da modalidade de ensino educação à distância. Todos estes livros foram adicionados e servem como excelente material de apoio.  Houve, mais uma vez, divisão em subseções, nesta página.

Além das páginas estarem melhor divididas, com adição de conforto e precisão,  e o conteúdo novo, você também pode ter notado nossa primeira tentativa de propôr uma discussão, sobre o uso de calculadora em sala de aula. Utilize o formulário de comentários do post para participar e dar sua opinião.

O homem sempre buscou artifícios para facilitar a contagem e manter sua precisão. Desde a criação do ábaco, na Babilônia, diversos instrumentos foram surgindo até que chegássemos à calculadora como hoje a conhecemos.

Calculadora científica

Não podemos negar que, hoje em dia, ela faz parte da vida cotidiana, assim como o ábaco um dia fez na vida dos antigos povos. Se tantas pessoas a utilizam, devemos permiti-la de vez, em sala de aula?

  • Será que a utilização demasiada da calculadora reduz a agilidade mental do utilizador?
  • Será que a calculadora, como máquina, nada faz sem que o homem conheça como operá-la, por isso o utilizador ainda assim deve aprender a matemática?
  • Talvez devamos ensinar os alunos a utilizarem todos os recursos da calculadora, para mostrar-lhes como conceitos matemáticos vão além dos algoritmos?
  • O uso da calculadora só deve ser permitido após o aferimento do conhecimento a ser aprendido, ou pode auxiliar na construção do mesmo?

Nos conte, qual a sua opinião? Que tal continuarmos esta discussão nos comentários? Debata com outros leitores e vamos criar uma articulação de informações entre nossos pensamentos.

 

Inauguramos, hoje, a nova seção do blog: Atividades.  Nela, pretendemos reunir um bom número de atividades para auxiliar no ensino da matemática. Não deixe de comentar sobre as atividades, fornecendo sugestões, debatendo sobre a aplicabilidade delas, se você já testou ou não, etc.

Se possível, mande você também sua atividade. Basta nos contatar pelo e-mail: ecmparaense@gmail.com.